terça-feira, 29 de outubro de 2013

MONARCAS E PRESIDENTES DO BRASIL (história)


MONARCAS E PRESIDENTES DO BRASIL

Os monarcas brasileiros foram os regentes do Brasil desde sua descoberta em 1500 até 1889. Existem 3 principais estágios na história da Dinastia do Brasil:
I. Brasil como parte do Reinado de Portugal (1500-1815)
II. Reinado do Brasil (1815-1822), unido com Portugal
III. Império Independente do Brasil (1822-1889)

I – Monarcas do Brasil (1500-1815)
1. Dinastia de Aviz
• D. Manuel I (1500-1521)
• D. João III (1521-1557)
• D. Sebastião I (1557-1578)
• Cardinal D. Henrique (1578-1580)
2. Dinastia de Habsburg (60 anos de domínio espanhol)
• Philip I (1580-1598)
• Philip II (1598-1621)
• Philip III (1621-1640)
3. Dinastia de Braganza
• D. João IV (1640-1656)
• D. Afonso VI (1656-1667)
• D. Pedro II (1667-1706)
• D. João V (1706-1750)
• D. Jose Emanuel (1750-1777)
• D. Pedro III (1777-1786)
Os Reis de Portugal foram os Monarcas do Brasil até a invasão das forças armadas de Napoleão, quando o governo português foi forçado a fugir para o Brasil, em 1807 (História de Portugal).

Em 16/12/1815, o regente D. João VI promoveu o Brasil a reinado, tornando sua mãe a rainha regente – a primeira Monarca do Brasil.
II – Monarcas no Brasil (1815-1822) – Árvore Genealógica
• D. Maria I (1777-1816)
• D. João VI (Regente: 1792–1816, Rei: 1816-1822)






  • Dom João VI
    Coat of arms of the United Kingdom of Portugal, Brazil and the Algarves.svg
    Rei de Portugal
    Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
    Imperador do Brasil (de jure)
    Simplício Rodrigues de Sá - Retrato de Dom João VI.jpg
    D. João VI, c. 1820, por Simplício de Sá
    Governo
    Reinado20 de março de 1816 —
    10 de março de 1826
    Coroação6 de Fevereiro de 1818Rio de Janeiro
    ConsorteD. Carlota Joaquina
    AntecessorD. Maria I
    HerdeiroPríncipe D. Pedro (filho)
    SucessorD. Pedro IV
    Casa RealBragança
    DinastiaBragança
    TítulosO Clemente
    Vida
    Nome completoJoão Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael
    Nascimento13 de maio de 1767
    LisboaPortugal
    Morte10 de março de 1826 (58 anos)
    LisboaPortugal
    SepultamentoPanteão dos BragançasLisboa
    FilhosD. Maria TeresaD. Francisco António,D. Maria IsabelD. Pedro de Alcântara,D. Maria FranciscaD. Isabel MariaD. Miguel MariaD. Maria da AssunçãoD. Ana de Jesus
    PaiD. Pedro III
    MãeD. Maria I


    Dom João VI de Portugal (nome completo: João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança; Lisboa13 de maio de 1767 — Lisboa, 10 de março de 1826), cognominado O Clemente, foi rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves de 1816 a 1822de facto, e desde 1822 até 1825de jure. Desde 1825 foi rei de Portugal até sua morte, em 1826. Pelo Tratado do Rio de Janeiro de 1825, que reconhecia a independência do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Dom João VI também foi o imperador titular do Brasil, embora tenha sido seu filho Dom Pedro I o imperador do Brasil de facto.



    Um dos últimos representantes do absolutismo, Dom João viveu num período tumultuado, e seu reinado nunca conheceu paz duradoura. Ora era a situação portuguesa ou europeia a degenerar, ora era a brasileira. Não esperara vir a ser rei; só ascendeu à posição de herdeiro da Coroa pela morte de seu irmão mais velho,Dom José. Assumiu a regência quando sua mãe, Dona Maria I, foi declarada mentalmente incapaz. Teve de lidar com a constante ingerência nos assuntos do reino de nações mais poderosas, notadamente a EspanhaFrança e Inglaterra. Obrigado a fugir de Portugal quando as tropas napoleônicas invadiram o país, chegando à colônia enfrentou revoltas liberais que refletiam eventos similares na metrópole, e foi compelido a retornar à Europa em meio a novos conflitos. Perdeu o Brasil quando seu filho Dom Pedro proclamou a independência e viu seu outro filho,Dom Miguel, rebelar-se buscando depô-lo. Finalmente, foi provado há pouco tempo que morreu envenenado. Seu casamento foi da mesma forma acidentado, e a esposa, Dona Carlota Joaquina, repetidas vezes conspirou contra o marido em favor de interesses pessoais ou da Espanha, seu país natal.

    Pedro I do Brasil

    A Independência de Portugal foi proclamada em 07/09/1822, por Pedro I (filho de João VI) que foi coroado Imperador do Brasil, em 01/12/1822.
    III – Imperadores do Brasil (1822–1889)
    1. Pedro I (1822-1831) – Primeiro Imperador do Brasil (Notas: Pedro IV em Portugal; Dona Maria II)


  • Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal

    Dom Pedro I/IV
    I do Brasil e IV de Portugal
    Imperador do Brasil
    Imperador do Brasil
    Rei de Portugal
    D. Pedro I, c. 1830, por Simplício Rodrigues de Sá.
    Governo
    ReinadoComo imperador do Brasil:
    7 de setembro de 1822
    até 7 de abril de 1831
    Como rei de Portugal:
    10 de março de 1826
    até28 de maio de 1826
    CoroaçãoComo imperador do Brasil:
    12 de outubro de 1822,
    Capela ImperialRio de Janeiro
    Como rei de Portugal:
    22 de junho de 1828
    Largo 22 de Junho, Angra do Heroísmo (Ilha Terceira)
    ConsorteMaria Leopoldina de Áustria
    Amélia de Leuchtenberg
    AntecessorD. João VI
    HerdeiroD. Pedro II (Brasil)
    D. Maria II (Portugal)
    SucessorComo imperador do Brasil:
    D. Pedro II
    Como rei de Portugal:
    D. Maria II
    Casa RealBragança
    DinastiaBragança
    TítulosO Libertador
    O Rei-Soldado
    O Rei-Imperador
    Vida
    Nome completoPedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon
    Nascimento12 de outubro de 1798
    QueluzPortugal
    Morte24 de setembro de 1834 (35 anos)
    QueluzPortugal
    SepultamentoCapela ImperialSão Paulo
    FilhosD. Maria da GlóriaD. MiguelD. Januária MariaD. Paula Mariana,D. FranciscaD. Pedro de AlcântaraD. Maria AméliaD. Isabel Maria, Pedro de Alcântara,D. Maria IsabelMaria Isabel II, Pedro, Rodrigo Delfim Pereira, Pedro de Alcântara, Pedro
    PaiD. João VI
    MãeD. Carlota Joaquina
    AssinaturaAssinatura de Dom Pedro I/IVI do Brasil e IV de Portugal


    2. Pedro II (1831-1889)

    Dom Pedro II
    Imperador do Brasil
    Imperador do Brasil
    Pedro II circa 1887b transparent.png
    Dom Pedro II aos 61 anos de idade, 1887
    Governo
    Reinado7 de abril de 1831 –
    15 de novembro de 1889
    Coroação18 de julho de 1841
    ConsorteTeresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias
    AntecessorDom Pedro I
    HerdeiroIsabel, Princesa Imperial do Brasil
    SucessorNenhum
    Brasil República (Deodoro da Fonseca)
    DinastiaCasa de Bragança
    Vida
    Nascimento2 de dezembro de 1825
    Rio de Janeiro
    Morte5 de dezembro de 1891 (66 anos)
    Paris, França
    SepultamentoMausoléu imperialCatedral de Petrópolis
    FilhosAfonso, Príncipe Imperial do Brasil
    Isabel, Princesa Imperial do Brasil
    Leopoldina, Princesa do Brasil
    Pedro, Príncipe Imperial do Brasil
    PaiDom Pedro I
    MãeLeopoldina de Áustria
    AssinaturaAssinatura de Dom Pedro II

    Segundo e último Imperador Brasileiro (RHM: C-145, C-915, C-1517, C-1571, B-72, B-89)
    • Regência Provisória (1831)
    • Regência Permanente (1831-1835)
    • Diogo Antônio Feijó (1835-1837)
    • Pedro de Araújo Lima (1837-1840)
    Princesa Isabel – Princesa Imperial Regente em 1871-1872, 1876-1877 e 1887-1888 (RHM: C-2005).

    Título Honorário de Imperadores do Brasil (desde 1889 até o presente):
    • Isabel (desde a Proclamação da República, em 1889, até sua morte, em 1921)
    • Dinastia de Capet-Orleans-Braganza
    • Pedro III (1921-1940)
    • Pedro IV (1940-presente)

    Casa de Bragança 
    Nascimento: 2 de dezembro de 1825; Morte: 5 de dezembro de 1891
    Precedido por
    Dona Maria da Glória
    mais tarde Rainha Dona Maria II de Portugal
    COA Imperial Prince of Brazil (alternative).svg
    Príncipe Imperial do Brasil
    1825–1831
    Sucedido por
    Dona Maria II de Portugal
    Precedido por
    Dom Pedro I
    CoA Empire of Brazil (1847-1889).svg
    Imperador do Brasil
    como Dom Pedro II do Brasil
    1831–1889
    Sucedido por
    Nenhum
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    Marechal Deodoro da Fonseca - 
    15/11/1889- primeiro presidente republicano do Brasil



    PRESIDENTES DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

    1) PRIMEIRA REPÚBLICA (1889–1930)
    Antiga República ou República Velha
    GOVERNO PROVISÓRIO
    Marechal Manoel Deodoro da Fonseca – 1º Presidente do Brasil15.11.1889 a 25.02.1891
    GOVERNO CONSTITUCIONAL
    ELEITOS POR VOTO INDIRETO
    Marechal Deodoro da Fonseca26.02.1891 a 23.11.1891
    Marechal Floriano Peixoto – 2º Presidente do Brasil23.11.1891 a 15.11.1894
    GOVERNO CONSTITUCIONAL
    ELEITOS POR VOTO POPULAR
    Prudente de Morais – 3º Presidente do Brasil15.11.1894 a 15.11.1898
    Manuel Vitorino Pereira10.11.1896 a 04.11.1897
    Campos Salles15.11.1898 a 15.11.1902
    Rodrigues Alves15.11.1902 a 15.11.1906
    Afonso Pena15.11.1906 a 14.06.1909
    Dr. Nilo Peçanha14.06.1909 a 15.11.1910
    Marechal Hermes da Fonseca15.11.1910 a 15.11.1914
    Wenceslau Braz15.11.1914 a 15.11.1918
    Rodrigues Alvesnão assumiu o 2º mandato
    Dr. Delfim Moreira15.11.1918 a 27.07.1919
    Dr. Epitácio Pessoa28.07.1919 a 15.11.1922
    Arthur Bernardes15.11.1922 a 15.11.1926
    Washington Luís15.11.1926 a 24.10.1930
    2) JUNTA GOVERNATIVA PROVISÓRIA DA REVOLUÇÃO DE 30
    JUNTA MILITAR GOVERNATIVA
    Augusto Fragoso, Isaías de Noronha e Menna Barreto
    24.10.1930 a 03.11.1930
    3) REPÚBLICA NOVA ou SEGUNDA REPÚBLICA
    Getúlio Vargas
    a) Governo Provisório
    b) Governo Constitucional
    c) Estado Novo

    3.11.1930 a 20.07.1934
    20.07.1934 a 10.11.1937
    10.11.1937 a 29.10.1945
    José Linhares29.10.1945 a 31.01.1946
    General Gaspar Dutra31.01.1946 a 31.01.1951
    Getúlio Vargas31.01.1951 a 24.08.1954
    Dr. Café Filho24.08.1954 a 08.11.1955
    Carlos Luz08.11.1955 a 11.11.1955
    Nereu Ramos11.11.1955 a 31.01.1956
    Juscelino Kubitschek31.01.1956 a 31.01.1961
    Jânio Quadros31.01.1961 a 25.08.1961
    Ranieri Mazzilli25.08.1961 a 07.09.1961
    4) REGIME PARLAMENTARISTA
    1º Ministro – Tancredo Neves
    1º Ministro – Francisco Brochado da Rocha
    1º Ministro – Hermes Lima
    07.09.1961 a 26.06.1962
    12.07.1962 a 14.09.1962
    15.09.1962 a 06.01.1963
    João Goulart08.09.1961 a 24.01.1963
    24.01.1963 a 01.04.1964
    5) MOVIMENTO MILITAR DE 1964 (Ditadura)
    Paschoal Ranieri Mazzilli02.04.1964 a 15.04.1964
    Marechal Castello Branco
    (eleito indiretamente)
    15.04.1964 a 15.03.1967
    Marechal Artur da Costa e Silva
    (eleito indiretamente)
    15.03.1967 a 31.08.1969
    GOVERNO PROVISÓRIO (Junta Militar)
    Augusto H. Rademaker, Aurélio Lira e Márcio Melo
    31.08.1969 a 30.10.1969
    General Emílio G. Médici
    (eleito indiretamente)
    30.10.1969 a 15.03.1974
    General Ernesto Geisel
    (eleito indiretamente)
    15.03.1974 a 15.03.1979
    General João B. Figueiredo
    (eleito indiretamente)
    Aureliano Chaves (Assumiu a presidência)
    Aureliano Chaves
    15.03.1979 a 15.03.1985

    23.09.1981 a 12.11.1981
    14.07.1983 a 26.08.1983
    6) REPÚBLICA NOVA
    Tancredo Neves15.01.1985 a 15.01.1985
    José Sarney
    (eleito indiretamente)
    15.03.1985 a 15.03.1990
    Fernando Collor de Mello15.03.1990 a 02.10.1992
    Itamar Franco02.10.1992 a 31.12.1994
    Fernando Henrique Cardoso
    (reeleito)
    01.01.1995 a 31.12.1998
    01.01.1999 a 31.12.2002
    Luiz Inácio Lula da Silva
    (reeleito)
    01.01.2003 a 31.12.2006
    01.01.2007 a 31.12.2010
    Dilma Rousseff – 1ª mulher eleita Presidente do Brasil01.01.2011
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    Junta Governativa Provisória de 1930


              A Junta Governativa Provisória de 1930, também conhecida como Primeira Junta Militar, foi um triunvirato governamental composto por Augusto Tasso Fragoso, general chefe da junta; José Isaías de Noronha, e João de Deus Mena Barreto.


              Assumiram o governo brasileiro, de 24 de outubro, dia em que Washington Luís foi deposto, a 3 de novembro de 1930, e o que seria seu sucessor Júlio Prestes foi impedido de tomar posse. Getúlio Vargas tomou posse no dia 3 de novembro.



    1º Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca

    Governo Provisório:15.11.1889 a 25.02.1891 
    Governo Constitucional:  26.02.1891 a 23.11.1891


              Militar e 1º Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca (05/08/1827-23/08/1892), nasceu na antiga cidade de Alagoas (hoje, Marechal Deodoro), no estado de Alagoas (AL), e faleceu no então Distrito Federal, Rio de Janeiro. Assumiu a chefia do governo provisório em 15/11/1889, na qualidade de comandante do movimento armado, do qual resultou a Proclamação da República. Foi eleito presidente pelo Congresso Nacional em 25/02/1891. Página Constituição da República dos Estados Unidos do Brazil.
              Selo emitido em 1906, “Marechal Deodoro”, com valor facial de 200 réis (RHM: 140), da série de 18 selos regulares “Alegorias Republicanas” – tipos mais comuns, emitida em 10/11/1906-1917 (RHM: 136/153).

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    Marechal Floriano Vieira Peixoto 
    Mandato: 23.11.1891 a 15.11.1894


              Marechal Floriano Vieira Peixoto (30/04/1839-29/06/1895) nasceu de família simples, na cidade de Ipioca (hoje, Floriano Peixoto), em Alagoas (AL), e faleceu em Divisa – Barra Mansa (RJ). Como Vice-Presidente, exerceu a Presidência até o fim do quadriênio, autorizado pelo Congresso Nacional, em decorrência da renúncia do titular, Deodoro da Fonseca. Nas eleições de 1891 foi eleito vice de Deodoro da Fonseca, o qual Proclamou a República e renunciou o cargo de primeiro presidente, deixando para Peixoto o cargo em 23/11/1891.
              Enfrentou crises nos campos político, econômico e militar. O ano de 1893 foi marcado por dois levantes: a Revolta da Armada (Rio de Janeiro) e a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul. A ameaça representada pelo retorno da monarquia possibilitou a união de facções do Exército e de parcela das elites paulistas no sentido de apoiar o governo de Floriano e sustentar a ordem republicana. O êxito obtido contra os federalistas – que exigiam mais autonomia para os estados – e seus aliados da armada e a repressão violenta desencadeada pelo governo federal levaram à identificação do marechal Floriano Peixoto como o “Consolidador da República”; teve como apelido “Marechal de Ferro”.
              Com problemas de saúde aceitou a candidatura de Prudente de Morais e deixou o poder em 11/1894. Morreu um ano depois, isolado da vida política em uma fazenda em Barra Mansa (RJ). A sucessão presidencial transcorreu sem problemas, embora alguns setores apresentassem resistência ao nome de Prudente de Moraes, que se candidatava novamente. Curiosidade: Tolerado no governo de Floriano Peixoto de início, posteriormente, o “jogo do bicho” foi reprimido e classificado como “jogo de azar”!
              Selo Floriano Peixoto, da série “Netinha” (padrão mil réis, emitida em 1941), com valor facial de 5.000 réis (RHM: 366). Outras emissões RHM: 141, 473.

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    Prudente José de Morais e Barros 
    15.11.1894 a 15.11.1898


              Advogado, Prudente José de Morais e Barros (04/10/1841-03/12/1902) nasceu na cidade de Itu e faleceu em Piracicaba – ambas localizadas no estado de São Paulo. Primeiro presidente civil eleito por voto direto, afastou-se do cargo entre 10/11/1896 a 03/03/1897, por motivo de doença, período em que assumiu o Vice-Presidente Manuel Vitorino Pereira. Eleito pelas forças políticas do Partido Paulista (PRP) e do Partido Republicano Federal (PRF), Prudente de Moraes encontrou o país em crise tanto no plano econômico quanto no político.
              Na economia, persistia a depressão em função do Encilhamento. Na política, era intensa a agitação: a oficialidade florianista, apoiada por setores das camadas médias, acreditava que os militares eram mais preparados para exercer o poder do que os civis. A intranquilidade política agravou-se com o afastamento, em 11/1896, de Prudente de Moraes, devido a problemas de saúde. Manuel Vitorino, na condição de vice-presidente, assumiu o governo e promoveu a transferência da presidência do Palácio do Itamarati para o Palácio do Catete, em 24/02/1897. Em 4 de março, Prudente retornou ao poder.
              Foi no governo de Prudente de Moraes que eclodiu, na Bahia, a Revolta de Canudos. As tropas que derrotaram os sertanejos de Canudos foram recebidas no dia 05/11/1897, pelo presidente da República. Os adversários políticos aproveitaram a oportunidade para atentar contra a vida do presidente. Fracassaram, mas acabaram assassinando o ministro da Guerra. Tal fato provocou comoção popular e fortaleceu o prestígio de Prudente de Moraes.
              Lado esquerdo, série de 2 valores emitida em 25/05/1942, cujos selos mostram: 1.000 réis vermelho “Centenário do Nascimento de Bernardino de Campos” (governador de SP) e 1.200 réis azul “Centenário do Nascimento de Prudente de Moraes” (RHM: C-173/174). Lado direito, se-tenant: “150 Anos do Nascimento de Campos Salles e Prudente de Moraes”, emitido em 14/11/1991 (RHM: C-1763/1764). Outras emissões RHM: 142 e 144.

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    Manoel Vitorino Pereira
     (10/11/1896 a 03/03/1897)

    Médico, Manoel Vitorino Pereira (30/01/1853-09/11/1902) nasceu em Salvador (BA) e faleceu no Rio de Janeiro. Vice-presidente de Prudente de Moraes, assumiu o governo por enfermidade do titular no período entre 10/11/1896 a 03/03/1897. Coube a ele presidir a inauguração da nova sede do governo federal, instalado no reformado Palácio do Catete, hoje Museu da República, em 24/02/1897.

     Manuel Ferraz de Campos Salles 
    15.11.1898 a 15.11.1902


               Eleito diretamente, o advogado Manuel Ferraz de Campos Salles (15/02/1841-28/06/1913) nasceu em Campinas e faleceu em Santos – ambas cidades localizadas em São Paulo. Selo “Campos Salles”, com valor facial de 500 réis (RHM: 143), da série “Alegorias Republicanas”. Outras emissões RHM: 533 e C-1763 (se-tenant acima).

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     Francisco de Paula Rodrigues Alves
    15.11.1902 a 15.11.1906



              Advogado, Francisco de Paula Rodrigues Alves (07/07/1848-16/01/1919) nasceu em Guaratinguetá (SP) e faleceu no Rio de Janeiro. Rodrigues Alves foi Presidente entre 15/11/1902 a 15/11/1906. Foi eleito novamente em 1918, mas por motivos de saúde não assumiu e faleceu, assumindo a Presidência seu Vice, Delfim Moreira.

    Afonso Augusto Moreira Pena
    15.11.1906 a 14.06.1909


              Advogado, Afonso Augusto Moreira Pena (30/11/1847-14/06/1909) nasceu em Santa Bárbara (MG) e faleceu no então Distrito Federal – Rio de Janeiro. Foi eleito diretamente e morreu em exercício, sendo substituído pelo Vice-Presidente Nilo Procópio Peçanha.
              Acossado pelas guerras napoleônicas (1805-1815), o Príncipe Regente de portugal, Dom João vem para o Brasil em 1808. A transformação da colônia em sede do reino propicia, de imediato, a abertura dos portos brasileiros às nações amigas. Para comemorar o centenário de tal acontecimento, o Presidente Afonso Pena decide que, em junho de 1908, seja realizado um grandioso evento artístico, industrial e pastoril, no qual estariam representados todos os estados brasileiros. Do exterior, apenas dois países participaram da mostra: Portugal e Egito. A Exposição Nacional de 1908, que foi toda fotografada, virou uma sofisticada e bela série de 23 cartões-postais litografados à cores, editado pela Compania Litográfica Hartman-Reichenbach.
              Entre os dias 28/01 a 15/11/1908, na cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal, ocorreu uma grande exibição de bens naturais e produtos manufaturados, oriundos de diversos estados brasileiros. A chamada Exposição Nacional de 1908 foi promovida pelo Governo Federal, com a justificativa de celebrar o centenário da Abertura dos Portos (1808) e de fazer um inventário da economia do país. Seu principal objetivo, porém, era o de apresentar a nova Capital da República – urbanizada pelo Prefeito Pereira Passos e saneada por Oswaldo Cruz – a diversas autoridades nacionais e estrangeiras que a visitaram. Fonte: www.republicaonline.org.br.
              A Exposição Nacional Comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Portos do Brasil ocorreu em 1908, na Urca, Rio de Janeiro. Nota: Muitas fotos são de Augusto Malta. Do lado esquerdo, cartão-postal “Pavilhão Egypcio”. Do lado direito, o selo de maior valor facial da série, 10.000 réis, de 13 selos oficiais “Affonso Penna”, emitida em 08/11/1906 (RHM: O-1/13).
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    Nilo Procópio Peçanha
    14 de junho de 1909 a 15 de novembro de 1910



    Advogado, Nilo Procópio Peçanha (02/10/1867-31/03/1924) nasceu em Campos (RJ) e faleceu no Rio de Janeiro. Exerceu a Presidência como Vice-Presidente por falecimento do titular, Afonso Pena, a partir de 14/06/1909.

    7º presidente do Brasil 
    Mandato 14 de junho de 1909
    15 de novembro de 1910
    Vice-presidente nenhum
    Antecessor(a) Afonso Pena
    Sucessor(a) Hermes da Fonseca
    Vice-presidente do Brasil 
    Mandato 15 de novembro de 1906
    14 de julho de 1909
    Antecessor(a) Afonso Pena
    Sucessor(a) Venceslau Brás
    Presidente do Rio de Janeiro 
    Mandato 31 de dezembro de 1914
    7 de maio de 1917
    Antecessor(a) Francisco Chaves de Oliveira Botelho
    Sucessor(a) Francisco Xavier da Silva Guimarães
    Mandato 31 de dezembro de 1903
    1º de novembro de 1906
    Antecessor(a) Quintino Bocaiúva
    Sucessor(a) Alfredo Augusto Guimarães Backer
    Vida
    Nascimento 2 de outubro de 1867
    Campos dos GoytacazesRio de JaneiroImpério do Brasil
    Falecimento 31 de março de 1924 (56 anos)
    Rio de Janeiro, Distrito Federal
    Partido Partido Republicano Fluminense
    Profissão Advogado
    ___________________________________________________________________________________
    Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca 
    15.11.1910 a 15.11.1914


              Eleito diretamente, Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca (12/05/1855-09/09/1923) nasceu em São Gabriel (RS) e faleceu em Petrópolis (RJ). Do lado esquerdo, selo “Centenário do Nascimento de Marechal Hermes da Fonseca”, emitido em 12/05/1955 (RHM: C-364). Do lado direito, com a sobrecarga “SPECIMEN”, são mostrados os 4 últimos valores da série de 16 selos oficiais “Hermes da Fonseca”, emitida em 15/11/1913 (RHM: O-14/29).


    Wenceslau Braz Pereira Gomes
    15.11.1914 a 15.11.1918


              Eleito diretamente, o advogado Wenceslau Braz Pereira Gomes (26/02/1868-15/05/1966) nasceu em São Caetano da Vargem Grande (hoje, Brasópolis) e faleceu em Itajubá – ambas cidades localizadas no estado de Minas Gerais (MG). Abaixo, o primeiro de uma série de 5 selos oficiais “Wenceslao Braz”, emitida em 11/04/1919 (RHM: O-30/34). Outras emissões RHM: 534.

    não assumiu o 2º mandato

              No dia 15/11/1918, o Presidente Rodrigues Alves não pode se empossar no cargo, em virtude da precariedade do seu estado de saúde, vindo a falecer em 1919, assumiu a Presidência da República, o Vice-Presidente Delfim Moreira (fotografia abaixo). 

    Delfim Moreira da Costa Ribeiro
    15.11.1918 a 27.07.1919


              O advogado Delfim Moreira da Costa Ribeiro (07/11/1868-01/07/1920) nasceu em Cristina e faleceu em Santa Rita do Sapucaí – cidades de Minas Gerais. Eleito Vice-Presidente diretamente, exerceu a Presidência no período entre 15/11/1918 a 28/07/1919, quando foi feita nova eleição.

    Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa
    28.07.1919 a 15.11.1922


              Advogado, Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (23/05/1865-13/02/1942) nasceu em Umbuzeiro (PB) e foi assassinado em Petrópolis (RJ). O Vice-Presidente Delfim Moreira não assume a Vice-Presidência da República, em virtude de seu falecimento, sendo substituído pelo então Vice-Presidente do Senado, Francisco Álvaro Bueno de Paiva.
              Abaixo (à esquerda), selo com valor facial de Cr$ 35 cruzeiros alusivo ao “Centenário do Nascimento de Epitácio Pessoa”, emitido em 23/05/1965 (RHM: C-529; há marmorizado). À direita, para marcar a visita de Alberto I ao Brasil, em 19/09/1920 foi emitido um selo que mostra o Rei da Bélgica ao lado do Presidente Epitácio Pessoa.


    Arthur da Silva Bernardes
    15.11.1922 a 15.11.1926


    Artur Bernardes
    12º presidente do Brasil Brasil
    Mandato15 de novembro de 1922
    15 de novembro de 1926
    Vice-presidenteEstácio Coimbra
    Antecessor(a)Epitácio Pessoa
    Sucessor(a)Washington Luís
    Vida
    Nascimento8 de agosto de 1875
    Falecimento23 de março de 1955 (79 anos)
    Rio de JaneiroRJ
    PartidoPartido Republicano Mineiro
    ProfissãoAdvogado


    Advogado, Arthur da Silva Bernardes (08/08/1875-23/03/1955) nasceu em Viçosa (MG) e faleceu no Rio de Janeiro. Arthur Bernardes tomou posse legalmente em pleno estado de sítio, em 1922... RHM:

    Bernardes venceu as eleições presidenciais de 1 de março de 1922, obtendo 466.877 votos contra 317.714 votos dados a Nilo Peçanha, em uma eleição que dividiu o país: Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro apoiaram Nilo Peçanha e os demais estados deram apoio à candidatura Bernardes.1

    Antes da eleição, Bernardes teve que enfrentar o rumoroso caso das "cartas falsas" atribuídas a ele e que denegriam o ex-presidenteHermes da Fonseca.

    Seu vice-presidente foi Estácio Coimbra que substituiu Urbano Santos, vice-presidente eleito, também em 1 de março de 1922, e que faleceu no dia 7 de Maio de 1922, antes de tomar posse.

    O descontentamento com a vitória de Bernardes e com o governo de seu antecessor, Epitácio Pessoa, foram algumas das causas do chamado Levante do Forte de Copacabana, primeira ação do movimento tenentista. Bernardes teve que fazer frente à coluna Prestes, movimento tenentista que percorreu o país pregando mudanças políticas e sociais e que jamais foi derrotado pelo governo.


    Washington Luís Pereira de Sousa
    15.11.1926 a 24.10.1930



              Advogado, Washington Luís Pereira de Sousa (26/10/1869-04/08/1957) nasceu em Macaé (RJ) e faleceu em São Paulo. Junto ao Vice-Presidente Fernando de Mello Vianna, foi deposto em 24/10/1930, pelo movimento revolucionário.


    Uma Junta Governativa, composta por três militares, assume o poder na eclosão do movimento revolucionário de 1930

    24.10.1930 a 03.11.1930


              Quando Washington Luís foi deposto e Júlio Prestes foi impedido de tomar posse como Presidente da República. São eles: General Augusto Tasso Fragoso (25/08/1869-20/09/1945) nasceu em São Luís (MA) e faleceu no Rio de Janeiro, General João de Deus Menna Barreto (30/07/1874-25/03/1933) nasceu em Porto Alegre (RS) e faleceu no Rio de Janeiro, e Almirante José Isaías de Noronha (06/07/1873-29/01/1963) nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em Jacarépaguá (RJ).
              Abaixo, selo “Centenário de Nascimento do General Tasso Fragoso”, emitido em 25/08/1969 (RHM: C-643), mostrado na variedade deslocamento de picotagem.





              Nota: Os advogados Júlio Prestes de Albuquerque (foto acima, à direita) e Vital Henrique Batista Soares, por voto direto, foram eleitos e proclamados Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, entretanto não foram empossados, tendo em vista a eclosão do movimento revolucionário de 24/10/1930, quando a Junta Governativa assumiu o poder. Júlio Prestes (15/03/1882-09/02/1946) nasceu em Itapetininga (SP) e faleceu em São Paulo.

    Getúlio Dornelles Vargas
    a) Governo Provisório - 3.11.1930 a 20.07.1934

    b) Governo Constitucional - 20.07.1934 a 10.11.1937

    c) Estado Novo - 10.11.1937 a 29.10.1945


              Advogado, Getúlio Dornelles Vargas (19/04/1883-24/08/1954) nasceu em São Borja (RS) e faleceu no Rio de Janeiro. Ele foi Chefe de Governo por 4 vezes: Primeiramente como cabeça do Governo Provisório (1930); depois como Governo Constitucional, eleito pelo Colégio Eleitoral (1934); na terceira vez, como ditador, Getúlio Vargas deu um Golpe de Estado em 10/11/1937, instituindo o Estado Novo que o manteve no poder, pondo fim à luta sucessória dos candidatos à Presidência da República. Entretanto, foi deposto por Golpe de Estado. E, por último, anos depois (1951), ele foi eleito democraticamente pelo PTB, mas cometeu suicídio para evitar outro Golpe de Estado...

              Selo regular da série “Netinha” (RHM: 399), com valor facial de 100 réis azul, filigrana “O” sem traços verdes no verso, que mostra a efígie de Getúlio Vargas. Este selo é similar ao anterior, datado de 1941 (RHM: 370), só que com diferença de filigrana “P”. Nota: Este selo eu recebi de brinde da Filatélica Penny Black, pelo cadastro na nova loja virtual Portal do Selo. Outras emissões filatélicas alusivas a Vargas (numerações RHM): C-133 (1939), C-145, C-150, C-157 (1940), C-157A, C-163, C-167, C-1384/C-1386 (19/04/1984), A-44, A-45, B-2, B-3 (1939), B-7B-8 (1943).


    José Linhares
    29.10.1945 a 31.01.1946


              Advogado, José Linhares (28/01/1886-26/01/1957) nasceu em Guaramiranga (Baturité), no estado do Ceará (CE) e faleceu em Caxambú (MG). Em 29/10/1945, o Presidente Provisório tomou posse no Gabinete do Ministro da Guerra, General Góis Monteiro. José Linhares exerceu a Presidência por convocação das Forças Armadas, como Presidente do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a deposição do titular Vargas.

         Marechal Eurico Gaspar Dutra
    31.01.1946 a 31.01.1951



              Marechal Eurico Gaspar Dutra (18/05/1883-11/06/1974) nasceu em Cuiabá (MT) e faleceu no Rio de Janeiro. Ele foi eleito democraticamente pelo PDS. Série de 3 selos “Presidência do General Eurico Gaspar Dutra”, emitida em 07/09/1947. RHM: C-231/233 (C-231A – filigrana “Q”). Outras emissões: Bloco Dutra “Aéreo 1945 – 29/10/1948”, emitido em 14/12/1948 (RHM: B-10), com valor facial de Cr$ 1,80...



    Getúlio Vargas
    31.01.1951 a 24.08.1954



    João Fernandes Campos Café Filho
    24.08.1954 a 08.11.1955


    Advogado, João Fernandes Campos Café Filho (03/02/1899-20/02/1970) nasceu em Natal (RN) e faleceu no Rio de Janeiro (GB). Em 24/08/1954, assumiu a Presidência da República em virtude do falecimento do titular (parece que por motivos de saúde, renunciou).

    Carlos Coimbra da Luz
    08.11.1955 a 11.11.1955


              Advogado, Carlos Coimbra da Luz (04/08/1894-09/02/1961) nasceu em Três Corações (MG) e faleceu no Rio de Janeiro (GB). Como Presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz ocupou a Presidência da República apenas por três dias, substituindo o titular licenciado para tratamento de saúde. Ele foi deposto por um dispositivo militar e considerado impedido de exercer o cargo de Presidente da República pelo Congresso Nacional.

    Nereu de Oliveira Ramos
    11.11.1955 a 31.01.1956 



              Advogado, Nereu de Oliveira Ramos (03/09/1888-16/06/1958) nasceu em Lages (SC) e faleceu em São José dos Pinhais (PR). Como Vice-Presidente do Senado Federal assumiu a Presidência da República em virtude do impedimento do Presidente João Fernandes Café Filho e do Presidente da Câmara dos Deputados Carlos Coimbra da Luz, conforme deliberação do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Assumiu interinamente sem noção exata do período em que permaneceria no cargo (2 meses e 21 dias).
    Carlos Luz
    Café Filho
    Nereu Ramos


    Juscelino Kubitschek de Oliveira31 de janeiro de 1956
    31 de janeiro de 1961

    Juscelino nasceu em 12 de setembro de 1902 em Diamantina num casarãocolonial na rua Direita. Seu pai, João César de Oliveira (1872-1905), foicaixeiro-viajante e exerceu, também, várias outras profissões1 . Era um homem boêmio, e em uma serenata no município de Rio Vermelho contraiu um resfriado que passou para pneumonia e deu origem a uma tuberculose. Com medo de contaminar a família com a doença, o pai de JK decidiu ir morar em uma casa isolada vindo a receber visitas de amigos e familiares. João faleceu em 10 de janeiro de 1905, quando Juscelino tinha 3 anos. A única renda da família se tornou a da mãe.6 Sua mãe, Júlia Kubitschek (1873-1973)7, era professora e possuía ascendência checa (seu sobrenome é uma germanização do original tcheco Kubíček) e etnia cigana — JK foi o único presidente de origem cigana em todo o mundo.8 Viúva aos 28 anos, Júlia não quis se casar novamente, dedicando-se aos dois filhos, Maria da Conceição, apelidada de Naná, nascida em 1901, e JK, o Nonô. Júlia havia perdido uma bebê nos primeiros meses de vida, cujo nome era Eufrosina, nascida em 1900.9
    Quando menino, em uma brincadeira de esconde-esconde, teria machucado o dedo mínimo do pé direito. Segundo o jornalista Roniwalter Jatobá, isto teria duas consequências para a vida de JK. A primeira seria uma característica física, pois não poderia mais fazer longas caminhadas e a pressão do sapato iria lhe trazer incomodo. O segundo seria de característica profissional, devido a dedicação do médico que lhe prestou socorro, influenciando-o a seguir a carreira de médico.10 Aos 12 anos terminou o curso primário. Pagando uma mensalidade, foi estudar no seminário diocesano de Diamantina, dirigido pelos padres vicentinos, onde concluiu o curso de humanidades aos 15 anos incompletos. No seminário, teve de usar batina como os demais, seguindo os estudos num regime severo, levantando às cinco horas da manhã e indo dormir às oito horas.11 Nos estudos, ia razoavelmente bem, com exceção da disciplina de Aritmética na qual tinha dificuldades.12 Segundo o historiador Francisco de Assis Barbosa, era um menino como outro qualquer, incapaz de despertar invejas ou inimizades, quer pela sua condição econômica que não era das melhores, das mais humildes, quer pelo seu comportamento, alegre, expansivo, brincalhão, mas avesso a discussões, intrigas e mal-entendidos.13 Como não conseguiria sair da cidade para ir estudar em Belo Horizonte por ser menor de idade, dedicou-se a estudar sozinho, conseguindo a ajuda de alguns professores. Teve cursos de língua inglesa com um professor chamado José e língua francesa com a professora Madame Louise.14
    Em meio a dificuldades financeiras, conseguiu obter os exames preparatórios exigidos para o curso de Medicina. Em 1919, prestou na capital mineira de Belo Horizonte um concurso para telegrafista na agência central da cidade. Para realizar o concurso exigia-se a idade mínima de 18 anos, mas ele possuía apenas 16 anos incompletos. Para resolver este problema, conseguiu com o oficial de registro de Diamantina uma certidão forjada que marcava como se tivesse nascido em 1900.15 Ficou em décimo nono lugar, sendo classificado.16 No final de 1920, se mudou para morar em Belo Horizonte. De início, sua mãe pagava os custos do filho na capital mineira, mas Juscelino não morava em boas condições de conforto. Dois anos após o concurso, em maio de 1921, foi divulgada a sua nomeação para telegrafista auxiliar. Em janeiro de 1922, prestou o vestibular e matriculou-se na Faculdade de Medicina daUniversidade Federal de Minas Gerais.17
    Em 1926, recebeu o diagnóstico de que estava com estertores no pulmão, tendo que ficar seis meses de cama.18 No quinto ano de Medicina, começou a trabalhar juntamente com o seu cunhado e amigo Júlio Soares como interno na enfermaria da clínica cirúrgica de Santa Casa.19

    Juscelino Kubitschek com sua esposa Sarah Luísa Lemos Kubitschek de Oliveira.
    Juscelino Kubitschek
    21º presidente do Brasil Brasil
    Mandato31 de janeiro de 1956
    31 de janeiro de 1961
    Vice-presidenteJoão Goulart
    Antecessor(a)Nereu Ramos
    Sucessor(a)Jânio Quadros
    Senador por Goiás Goiás
    Mandato1 de fevereiro de 1962
    8 de agosto de 1964
     governador de Minas Gerais Minas Gerais
    Mandato31 de janeiro de 1951
    31 de março de 1955
    Antecessor(a)Milton Campos
    Sucessor(a)Clóvis Salgado da Gama
    23º prefeito de Belo Horizonte Bandeira Belo Horizonte.PNG
    Mandato23 de outubro de 1940
    30 de outubro de 1945
    Antecessor(a)José Osvaldo de Araújo
    Sucessor(a)João Gusman Júnior
    Vida
    Nascimento12 de setembro de 1902
    DiamantinaMinas Gerais
    Falecimento22 de agosto de 1976 (73 anos)
    ResendeRio de Janeiro
    PartidoPartido Progressista (Minas Gerais)
    Partido Social Democrático
    ReligiãoCatólico
    ProfissãoMédico
    AssinaturaAssinatura de Juscelino Kubitschek


     Jânio da Silva Quadros
    31 de janeiro de 1961
    a 25 de agosto de 1961


              Advogado, Jânio da Silva Quadros (25/01/1917-16/02/1992) nasceu em Campo Grande (MS) e faleceu em São Paulo. Eleito pelo UDN, renunciou alegando terríveis forças contra ele... Em 25/08/1961, Jânio Quadros submete sua renúncia ao mandato presidencial que é prontamente aceita pelo Congresso Nacional. João Goulart (Vice-Presidente) não assumiu, pois seu nome foi vetado pelos Ministros Militares. 

    Jânio Quadros
    22º presidente do Brasil Brasil
    Mandato31 de janeiro de 1961
    a 25 de agosto de 1961
    Vice-presidenteJoão Goulart
    Antecessor(a)Juscelino Kubitschek
    Sucessor(a)Ranieri Mazzilli
    Governador de São Paulo São Paulo
    Mandato31 de janeiro de 1955
    a 31 de janeiro de 1959
    Antecessor(a)Lucas Nogueira Garcez
    Sucessor(a)Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto
    Prefeito de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
    Mandato8 de abril de 1953
    a 31 de janeiro de 1955
    Antecessor(a)Armando de Arruda Pereira
    Sucessor(a)William Salem
    Mandato1 de janeiro de 1986
    a 1 de janeiro de 1989
    Antecessor(a)Mário Covas Júnior
    Sucessor(a)Luiza Erundina
    Vida
    Nascimento25 de janeiro de 1917
    Campo GrandeMS
    Falecimento16 de fevereiro de 1992 (75 anos)
    São PauloSP
    PartidoPDCPTN e PTB
    ProfissãoAdvogado e Professor de português

    Ranieri Mazzilli
    25.08.1961 a 07.09.1961


    Ranieri Mazzilli
    23º presidente do Brasil Brasil
    Mandato25 de agosto de 1961
    7 de setembro de 1961
    Vice-presidentenenhum
    Antecessor(a)Jânio Quadros
    Sucessor(a)João Goulart
    25º presidente do Brasil Brasil
    Mandato2 de abril de 1964
    15 de abril de 1964
    Antecessor(a)João Goulart
    Sucessor(a)Castelo Branco
    Vida
    Nascimento27 de Abril de 1910
    CacondeSão Paulo
    Falecimento21 de abril de 1975 (64 anos)
    São PauloSP
    PartidoPSDMDB
    ProfissãoAdvogado e jornalista

              O Presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assume o poder, como substituto legal, no dia 26/08/1961, no Palácio do Planalto e governa o País por alguns dias. Tendo em vista o Movimento Revolucionário de 31/03/1964, considerou-se o presente período como encerrado em 01/04/1964. Nota: Parece que o único presidente que não teve nenhum selo postal emitido em sua homenagem.

    REGIME PARLAMENTARISTA
    1º Ministro – Tancredo Neves
    1º Ministro – Francisco Brochado da Rocha
    1º Ministro – Hermes Lima
    07.09.1961 a 26.06.1962
    12.07.1962 a 14.09.1962
    15.09.1962 a 06.01.1963

     João Belchior Marques Goulart
    08.09.1961 a 24.01.1963
    24.01.1963 a 01.04.1964


              Advogado, João Belchior Marques Goulart (01/03/1918-06/12/1976) nasceu em São Borja (RS) e faleceu em Mercedes, Corrientes – Argentina. Anteriormente, exerceu a Presidência, por motivo de viagem do titular (JK) ao Panamá, no período de 19 a 27/07/1956. Chamado de Jango (PTB), ao retornar ao País, João Goulart assumiu a Presidência com seus poderes limitados. Após a introdução do Parlamentarismo, o Presidente é levado em ato público perante o Congresso Nacional em 07/09/1961, a comprometer-se a cumprir a Constituição da República, a fim de ser investido no cargo vago, em virtude da renúncia de Jânio. Depois, a Emenda Constitucional nº 06/63, restabeleceu o sistema presidencial de governo. Inicia, assim, a segunda fase do Governo Goulart que se estendeu até março de1964. O Movimento Militar vitorioso de 31/03/1964, depôs o Presidente Goulart, que deixou imediatamente o País. 

    João Goulart
    Jânio Quadros


    Ranieri Mazzilli



    No dia 02/04/1964 o Congresso Nacional declarou a vacância da Presidência da República, assumindo-a novamente, Ranieri Mazzilli.
              Advogado e jornalista, Paschoal Ranieri Mazzilli (27/04/1910-21/04/1975) nasceu em Caconde (SP) e faleceu em São Paulo. Duas vezes Chefe de Estado, Ranieri Mazzilli, como Presidente da Câmara dos Deputados, assumiu interinamente a Presidência da República em virtude da renúncia do titular e ausência do Vice-Presidente, em viagem à China, até que se resolvesse a crise política gerada pela renúncia de Jânio Quadros. Posteriormente, como Presidente da Câmara dos Deputados, assumiu a Presidência da República, por convocação do Congresso Nacional, que anunciou a vacância do cargo, após a vitória do Movimento Revolucionário de 31/03/1964. No dia 15/04/1964, entregou o cargo ao primeiro Governo da Revolução: Marechal Castelo Branco.

    Abaixo, série completa de 5 valores em selos regulares, emitida em 1967 e 1968, “Antigos Presidentes da República”. RHM: 532/536. Yvert: 842/846. Com valores faciais em cruzeiros, respectivamente, os selos mostram:
    Arthur Bernardes 1922 – Selo 10 cts (azul), emitido em 18/10/1967
    Campos Salles 1898 – Selo 20 cts (castanho), emitido em 18/10/1967
    Wenceslau Braz 1914 – Selo 50 cts (preto), emitido em 19/03/1968
    Washington Luiz 1926 – Selo 1,00 cr (lilás), emitido em 19/03/1968
    Castelo Branco 1964 – Selo 2,00 cr (verde), emitido em 18/07/1968
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    Ditadura Militar - 1964 a 1985

    Abaixo, emitido em 29/03/1972, selo “Homenagem aos Presidentes da Revolução de 1964” (RHM: C-726), os três primeiros Presidentes Militares do Brasil:Castelo BrancoCosta e SilvaGarrastazú Médici.



    Marechal Humberto de Alencar Castello Branco - 15.04.1964 a 15.03.1967


    (20/09/1900-18/07/1967) nasceu em Messejana e faleceu em Mondumbim (ambas cidades localizadas no estado do Ceará – CE). A Emenda Constitucional nº 09 de 22/07/1964 prorrogou os mandatos do Presidente e do Vice-Presidente até 15/03/1967. Seu Vice-Presidente, José Maria de Alkmim, exerceu a Presidência por três horas, em 26/03/1965, por ocasião da inauguração da Ponte da Amizade, entre o Brasil e Paraguai, na ausência do titular. Nota: Castelo Branco instituiu o Dia do Folclore Brasileiro. RHM: 536.

    General Arthur da Costa e Silva 
    15.03.1967 a 31.08.1969


    Eleito pelo Colégio Eleitoral (ARENA), General Arthur da Costa e Silva (03/10/1902-17/12/1969) nasceu em Taquari (RS) e faleceu no Rio de Janeiro. Renunciou por problemas de saúde. Os Ministros da Marinha, Exército e Aeronaútica comunicaram à Nação o impedimento temporário do Presidente da República para o pleno exercício de suas funções, no dia 31/08/1969, por isso, o Décimo Nono Período de Governo, compreendido entre 15/03/1967 a 15/03/1971, foi considerado encerrado nesse dia. O Ato Institucional nº 16/69, declarou vago os cargos de Presidente e Vice-Presidente, marcando novas datas para eleição e posse dos futuros titulares.


    Governo Provisório:

    GOVERNO PROVISÓRIO (Junta Militar)
    Augusto H. Rademaker, Aurélio Lira e Márcio Melo
    31.08.1969 a 30.10.1969

    Uma Junta Militar formada pelos Ministérios da Marinha, Exército e Aeronáutica, assumiu a presidência, Como Ministro da Marinha, Augusto Rademaker

               Assumiu a Chefia do Governo por força do Ato Institucional nº 12/69, durante o impedimento temporário do Presidente da República. Da mesma forma, Lyra Tavares, como Ministro do Exército e, Souza e Mello, Como Ministro da Aeronáutica. O Almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald (11/05/1905-1985) nasceu e faleceu na mesma cidade, Rio de Janeiro. O General Aurélio de Lyra Tavares (07/11/1905-18/11/1998) nasceu na cidade de João Pessoa (PB). O Brigadeiro Márcio de Souza e Mello (26/05/1906-31/01/1991) nasceu em Florianópolis (SC) e faleceu no Rio de Janeiro.

    Rademaker
    Tavares
    Mello

    General Emílio Garrastazú Médici
    30.10.1969 a 15.03.1974



    (04/12/1905-09/10/1985) nasceu em Bagé (RS) e faleceu no Rio de Janeiro. Exerceu o cargo de 30/10/1969 até o Ato Institucional nº 16/69 em seu art. 5º determinou que o mandato presidencial terminasse em 15/03/1974 (nota). O Vice-Presidente, Augusto Hamann Rademaker Grünewald, exerceu a Presidência, nos seguintes períodos: em 07/07/1971, de 06 a 10/12/1971 e 13 a 20/05/1973, por motivo de viagem do titular.

    General Ernesto Geisel
    15.03.1974 a 15.03.1979



    (03/08/1908-12/09/1996) nasceu em Bento Gonçalves (RS) e faleceu no Rio de Janeiro. A Emenda Constitucional nº 1, de 17/10/1969, fixou o mandato presidencial em 5 anos. Selo “Homenagem ao Presidente Geisel”, emitido em 22/06/1978 (RHM: C-1041), com valor facial de Cr$ 1,80 cruzeiros. Ao lado, envelope de primeiro dia não circulado, com a assinatura de Ernesto Geisel.






    General João Baptista de Oliveira Figueiredo
    15.03.1979 a 15.03.1985



    (15/01/1918-24/12/1999) nasceu e faleceu na mesma cidade, Rio de Janeiro. Ambos foram eleitos pelo Colégio Eleitoral (ARENA). Bloco “Visita do Rei da Suécia, Carl XVI Gustaf ao Brasil”, emitido em 02/04/1984.


    Antônio Aureliano Chaves de Mendonça
    Aureliano Chaves  (Assumiu a presidência)


    23.09.1981 a 12.11.1981
    14.07.1983 a 26.08.1983


    Aureliano Chaves (Assumiu a presidência)
    Aureliano Chaves


    23.09.1981 a 12.11.1981
    14.07.1983 a 26.08.1983
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    Aureliano Chaves ocupou a presidência da República por dois períodos relativamente extensos (dois meses em 1981 e cerca de um mês em 1983), devido aos problemas de saúde de João Figueiredo. Era um nacionalista clássico. Católico fervoroso, em 1981, quando ocupava interinamente a Presidência, apesar de ser contra as invasões de terra, recusou-se a assinar o ato de expulsão dosdominicanos franceses Aristides Camio e François Gouriou, da Comissão Pastoral da Terra, acusados de incitar invasões de terra no sul do Pará. A recusa irritou a ala mais radical das Forças Armadas. Os sacerdotes não foram expulsos imediatamente, mas foram condenados a 10 e 15 anos de prisão, respectivamente, por terem apoiado a luta de posseiros na conflituosa região do Araguaia - cenário da guerrilha do Araguaia, organizada pelo Partido Comunista do Brasil, na década anterior. Os frades cumpriram 2 anos e 4 meses na prisão e afinal foram expulsos do país.

    Por ocasião das eleições indiretas sucessórias à João Figueiredo, se ofereceu em 1984 como candidato dentro de seu partido, o PDS. O mesmo fizeram Paulo MalufMário Andreazza e Marco Maciel. Com a vitória de Maluf (que não contava com a simpatia da direção da legenda) na convenção, nomes como Aureliano, Maciel, Antônio Carlos Magalhães e Sarney decidiram sair do PDS e fundar um novo partido, o Partido da Frente Liberal, em alusão à "frente liberal" que esses políticos formavam a partir dali, para apoiar o candidato da oposição Tancredo Neves no colégio eleitoral, na chamada "Aliança Democrática". Com isso, Aureliano rompia com o governo Figueiredo.


     Tancredo de Almeida Neves 15.01.1985 a 15.01.1985 (Faleceu antes de tomar posse)

    Tancredo de Almeida Neves
    Presidente do Brasil Brasil
    MandatoNão tomou posse
    Antecessor(a)João Figueiredo
    Sucessor(a)José Sarney
    Governador de Minas Gerais Minas Gerais
    Mandato15 de março de 1983
    até 14 de agosto de 1984
    Antecessor(a)Francelino Pereira
    Sucessor(a)Hélio Garcia
    Primeiro-ministro do Brasil Brasil
    Mandato8 de setembro de 1961 a
    21 de julho de 1962
    Antecessor(a)Afonso Celso de Assis Figueiredo
    Sucessor(a)Francisco de Paula Brochado da Rocha
    Ministro da Fazenda do Brasil Brasil
    Mandato23 de março de 1962 a
    9 de maio de 1962
    Antecessor(a)Walther Moreira Salles
    Sucessor(a)Walther Moreira Salles
    Ministro da Justiça e Negócios Interiores doBrasil Brasil
    Mandato26 de junho de 1953 a
    24 de agosto de 1954
    Antecessor(a)Negrão de Lima
    Sucessor(a)Miguel Seabra Fagundes
    Mandato8 de setembro de 1961 a
    12 de outubro de 1961
    Antecessor(a)José Martins Rodrigues
    Sucessor(a)Alfredo Nasser
    Vida
    Nascimento4 de março de 1910
    São João del-ReiMinas Gerais Minas Gerais
    Falecimento21 de abril de 1985 (75 anos)
    São PauloSP Bandeira do estado de São Paulo.svg
    Nacionalidade brasileiro
    CônjugeRisoleta Guimarães Tolentino (1938-1985)
    PartidoPartido Progressista de Minas Gerais (PP)1 , Partido Nacionalista Mineiro (PNM),Partido Social Democrático(PSD), Movimento Democrático Brasileiro(MDB), Partido Popular (PP),Partido do Movimento Democrático Brasileiro(PMDB)
    ProfissãoAdvogadoempresário epolítico

    (04/03/1910-21/04/1985) nasceu em São João Del Rei (MG). Sua posse, marcada para o dia 15/02/1985, não chegou a se realizar porque ele adoeceu gravemente na véspera, vindo a falecer pouco depois em São Paulo. A Lei nº 7.465, de 21/04/1986, no artigo 1º, determinou que “o cidadão Tancredo de Almeida Neves, eleito e não empossado, por motivo de seu falecimento, figurará na galeria dos que foram ungidos pela Nação brasileira para a Suprema Magistratura, para todos os efeitos legais”. Selo “Presidente Tancredo Neves – Harmonizador dos Três Poderes”, emitido em 10/10/1985 (RHM: C-1485).

     José Ribamar Ferreira de Araújo Costa 
    (JOSÉ SARNEY) - eleito indiretamente
    15.03.1985 a 15.03.1990 



    Professor, jornalista e advogado, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa (24/04/1930-) nasceu em Pinheiro (MA). A partir de 21/04/1985, exerceu a Presidência por sucessão, em virtude do falecimento de Tancredo. Sarney foi o 1º Governo civil após o Movimento Militar de 1964. Selo “Homenagem ao Presidente José Sarney”, emitido em 08/03/1990 (RHM: C-1674).


     Fernando Affonso Collor de Mello



    32º presidente do Brasil Brasil
    Mandato15 de março de 1990
    2 de outubro de 19921 2
    Vice-presidenteItamar Franco
    Antecessor(a)José Sarney
    Sucessor(a)Itamar Franco
    Governador de Alagoas Alagoas
    Mandato15 de março de 1987
    14 de maio de 1989
    Antecessor(a)José de Medeiros Tavares
    Sucessor(a)Moacir Lopes de Andrade
    Senador por Alagoas Alagoas
    Mandato1º de fevereiro de 2007
    atualidade
    Prefeito de Maceió Bandeira de Maceió.svg
    Mandato1º de janeiro de 1979
    1º de janeiro de 1983
    Antecessor(a)Dilton Simões
    Sucessor(a)Corinto Campelo da Paz
    Vida
    Nascimento12 de agosto de 1949

    Rio de JaneiroRJ
    Primeira-damaRosane Collor
    CônjugeLilibeth Monteiro de
     Carvalho(1975-1981)
    Rosane Malta (1984-2005)
    Caroline Medeiros (2006-presente)
    PartidoARENA (1979)
    PDS (1980-1986)
    PMDB (1986-1989)
    PRN (1989-1997)
    PRTB (1997-2007)
    PTB (2007-presente)
    Profissãoempresário
    economista
    político
    Jornalista, Fernando Affonso Collor de Mello (12/08/1949-) nasceu no Rio de Janeiro. Foi o 1º Presidente eleito pelo voto popular depois de 25 anos de regime de exceção. Seu curto período de Governo foi marcado por escândalos de corrupção o que levou a Câmara dos Deputados a autorizar a abertura do processo deImpeachment (acusação por alta traição) em 02/10/1992, quando foi afastado do poder. Na sessão de julgamento, a 29/12/1992, Collor renunciou ao mandato. Os Senadores aprovaram a inabilitação política dele por oito anos... Selo “Visita do Presidente Collor à Antártica” (RHM: C-1725).

    Itamar Franco 

    Itamar Franco
    33º presidente do Brasil Brasil
    Mandato29 de dezembro de 1992
    1º de janeiro de 1995
    Vice-presidentenenhum
    Antecessor(a)Fernando Collor
    Sucessor(a)Fernando Henrique Cardoso
    Vice-presidente do Brasil Brasil
    Mandato15 de março de 1990
    29 de dezembro de 1992
    Antecessor(a)José Sarney
    Sucessor(a)Marco Maciel
    Senador por Minas Gerais Minas Gerais
    Mandato1º de fevereiro de 2011
    2 de julho de 2011
    16.º Governador de Minas Gerais Minas Gerais
    Mandato1º de janeiro de 1999
    1º de janeiro de 2003
    Antecessor(a)Eduardo Azeredo
    Sucessor(a)Aécio Neves
    Prefeito de Juiz de Fora Bandeira de Juiz de Fora.svg
    Mandato1º de janeiro de 1967
    1º de janeiro de 1971
    Antecessor(a)Saulo Moreira
    Sucessor(a)Ademar Rezende de Andrade
    Vida
    Nascimento28 de junho de 1930
    Salvador
    Falecimento2 de julho de 2011 (81 anos)
    São Paulo
    NacionalidadeBrasil Brasileiro
    PartidoPPS (2009-2011)
    ProfissãoEngenheiro civil
    Outro partidoPTB (c. 1955-1964)
    MDB (1964-1979)
    PMDB (c. 1980-1986)
    PL (1986-1989)
    PRN (1989-1992)
    PMDB (1992-2009)
    Engenheiro, Itamar Franco (28/06/1930-), nasceu Itamar Augusto Cautiero Franco em Juiz de Fora (MG). Assumiu a presidência (PMDB). Em 29/12/1992, foi empossado formalmente pelo Congresso Nacional em razão da vacância do cargo de Presidente. Implantou o sistema monetário Real, em 1994. Selo “Homenagem ao Presidente Itamar Franco”, emitido em 22/03/1995, com valor facial de R$ 0,12 centavos (RHM: C-1936).

    Fernando Henrique Cardoso


    Sociólogo, Fernando Henrique Cardoso (18/06/1931-) foi eleito em dois mandatos consecutivos (PSDB). Selo “Homenagem ao Presidente Fernando Henrique Cardoso”, emitido em 20/12/2003, com valor facial de R$ 0,74 centavos. Edital: 29. Lançamento: São Paulo (SP). O selo apresenta, em primeiro plano, a figura do Presidente Fernando Henrique Cardoso, portando a faixa presidencial, o que atribui à peça caráter solene e oficial. Ao fundo, a imagem do Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República. As arcadas do Alvorada refletidas no espelho d’água reforçam a ideia da tranquilidade e da estabilidade que marcaram as ações do governo Fernando Henrique.
    FHC como ficou conhecido, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 1931, mas foi em São Paulo que fez sua carreira universitária (Sociologia) e política. Em 1952, formou-se em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo – USP. Lá conheceu Ruth Corrêa Leite, com quem se casou e teve três filhos. Foi eleito Presidente da República, em primeiro turno, sendo empossado em 1º de janeiro de 1995. Os bons ventos da economia garantiram sua reeleição, em 1998. Saiba mais noInstituto FHC!

    Fernando Henrique Cardoso Academia Brasileira de Letras
    34º presidente do Brasil Brasil
    Mandato1 de janeiro de 1995
    a 1 de janeiro de 2003
    Vice-presidenteMarco Maciel
    Antecessor(a)Itamar Franco
    Sucessor(a)Luiz Inácio Lula da Silva
    Ministro das Relações Exteriores Brasil
    Mandato5 de outubro de 1992
    a 20 de maio de 1993
    Antecessor(a)Celso Lafer
    Sucessor(a)Luiz Felipe Palmeira Lampreia
    Ministro da Fazenda Brasil
    Mandato19 de maio de 1993
    a 30 de março de 1994
    Antecessor(a)Eliseu Resende
    Sucessor(a)Rubens Ricupero
    Senador por São Paulo São Paulo
    Mandato15 de março de 1983
    a 5 de outubro de 1992
    Vida
    Nascimento18 de junho de 1931 (82 anos)
    Rio de JaneiroRJ
    NacionalidadeBrasil
    PartidoPSDB
    ProfissãoSociólogocientista político,filósofoprofessor universitáriopolítico
    Outro partidoMDB (1978 - 1980)PMDB (1980 - 1988)

     Luiz Inácio Lula da Silva 


    Metalúrgico, Luiz Inácio Lula da Silva (27/10/1945-) nasceu na cidade de Garanhuns (PE). Foi eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em dois turnos. Foi reeleito, também no segundo turno, em 29/10/2006... Nota: Em 13/11/2006, o Presidente da Câmara, Aldo Rebelo, assumiu a Presidência da República, por ocasião da viagem de Lula à Venezuela e do Vice afastado por licença médica. Aldo Rebelo (PC do B), por 1 dia e algumas horas, foi o 1º comunista a exercer a Presidência do Brasil. Imagem abaixo: No dia 1º de janeiro de 2011 entrou em circulação a Emissão Especial “Homenagem ao Presidente Lula”. Com fotografia de Ricardo Stuckert, o selo tem valor facial de R$ 2,00 reais.

    35º presidente do Brasil Brasil
    Mandato1º de janeiro de 2003
    1º de janeiro de 20111
    Vice-presidenteJosé Alencar
    Antecessor(a)Fernando Henrique Cardoso
    Sucessor(a)Dilma Rousseff
    Deputado federal por São Paulo São Paulo
    Mandato15 de março de 1987
    15 de março de 1989
    Vida
    Nome completoLuiz Inácio Lula da Silva
    Nascimento27 de outubro de 1945 (67 anos),
    CaetésPE
    Nacionalidade Brasileira
    Primeira-damaMarisa Letícia Lula da Silva
    CônjugeMaria de Lurdes (1969–1971)
    Marisa Letícia (1974-presente)
    PartidoPT
    ReligiãoCatólico romano2 3 4
    ProfissãoPolíticoex-metalúrgico eex-sindicalista
    ResidênciaSão Bernardo do CampoSão Paulo
    AssinaturaAssinatura de Luiz Inácio Lula da Silva
    WebsiteInstituto Lula
    FilhosMarcos Cláudio
    Lurian Lula da Silva
    Fábio Luís
    Sandro Luís
    Luís Claúdio

    Dilma Vana Rousseff



    36ª presidente do Brasil Brasil
    Mandato1 de janeiro de 2011
    a atualidade
    Vice-presidenteMichel Temer
    Antecessor(a)Luiz Inácio Lula da Silva
    Ministra-chefe da Casa Civil do Brasil Brasil
    Mandato21 de junho de 2005
    a 31 de março de 2010
    Antecessor(a)José Dirceu
    Sucessor(a)Erenice Guerra
    Ministra de Minas e Energia do Brasil Brasil
    Mandato1 de janeiro de 2003
    a 21 de junho de 2005
    Antecessor(a)Francisco Luiz Sibut Gomide
    Sucessor(a)Silas Rondeau
    Secretária de Minas, Energia e Comunicações doRio Grande do Sul Rio Grande do Sul
    Mandato1999
    a 2002
    Secretária de Minas, Energia e Comunicações doRio Grande do Sul Rio Grande do Sul
    Mandato1993
    a 1994
    Vida
    Nome completoDilma Vana Rousseff
    Nascimento14 de dezembro de 1947 (65 anos)
    Belo HorizonteMinas Gerais
    Nacionalidade brasileira
    Alma materUniversidade Federal do Rio Grande do Sul
    CônjugeCláudio Galeno de Magalhães Linhares (1967-1969)
    Carlos Franklin Paixão de Araújo (1969-2000)
    PartidoPartido dos Trabalhadores
    ReligiãoCatólica romana1
    ProfissãoEconomista
    AssinaturaAssinatura de Dilma Rousseff
    WebsitePresidência da República Federativa do Brasil
    FilhosPaula Rousseff
    Brasil – Presidência da República, Governos da República (Brasília: Gabinete Civil – Divisão de Documentação, 1987)
    www.mre.gov.br/CDBRASIL/ITAMARATY/WEB/port/consnac/orgpol/presid/index.htm
    Veja mais em – www.presidencia.gov.br/criancas/presidentes_brasil/
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    Última atualização: 07/04/2013.

    Fotos dos Presidentes do Brasil República





  • Com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, o Brasil deixou de ser governado por um monarca para ser governado por um presidente da República, pois nosso país passou a ser uma República Federativa. Conheça abaixo a relação de todos os presidentes, desde o advento da República até os dias de hoje.
    Nesta lista segue o período em que o presidente governou o Brasil, seguido de seu nome completo e, entre parênteses, o nome ou apelido pelo qual ficou conhecido.

    1889 - 1891 - Marechal Manuel Deodoro da Fonseca ( Marechal Deodoro da Fonseca)
    1891 - 1894 - Marechal Floriano Vieira Peixoto ( Marechal Floriano Peixoto )
    1894 - 1898 - Prudente José de Morais Barros ( Prudente de Morais )
    1898 - 1902 - Manuel Ferraz de Campos Sales ( Campos Sales )
    1902 - 1906 - Francisco de Paula Rodrigues Alves ( Rodrigues Alves )
    1906 - 1909 - Afonso Augusto Moreira Penna ( Afonso Penna )
    1909 - 1910 - Nilo Peçanha ( Nilo Peçanha )
    1910 - 1914 - Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca ( Marechal Hermes da Fonseca )
    1914 - 1918 - Wenceslau Brás Pereira Gomes ( Wenceslau Brás )
    1918 - 1919 - Delfim Moreira da Costa Ribeiro (Delfim Moreira )
    1919 - 1922 - Epitácio da Silva Pessoa (Epitácio Pessoa )
    1922 - 1926 - Authur da Silva Bernardes (Arthur Bernardes )
    1926 - 1930 - Washington Luís Pereira de Sousa (Washington Luís)
    1930 - Junta governativa: General Tasso Fragoso, Gen. João de Deus Mena Barreto e Almirante Isaías de Noronha
    1930 - 1945 - Getúlio Dorneles Vargas ( Getúlio Vargas )
    1946 - 1951 - General Eurico Gaspar Dutra ( Dutra )
    1951 - 1954 - Getúlio Dorneles Vargas (Getúlio Vargas )
    1954 - 08/11/1955 - João Fernandes Campos Café Filho ( Café Filho )

    1955 (presidente por 3 dias: 08 a 11 de 1955) - Carlos Luz
    1955 - 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956 - Nereu de Oliveira Ramos
    1956 - 1961 - Juscelino Kubitschek de Oliveira ( Juscelino Kubitschek - JK )
    1961 - 1961 - Jânio da Silva Quadros ( Jânio Quadros )
    1961 - 1964 - João Belchior Marques Goulart ( João Goulart - Jango )
    1964 - 1967 - Marechal Humberto de Alencar Castello Branco ( Marechal Castello Branco )
    1967 - 1969 - Marechal Arthur da Costa e Silva ( Marechal Costa e Silva )
    1969 - 1974 - General Emílio Garrastazu Médici ( General Medici )
    1974 - 1979 - General Ernesto Geisel ( General Ernesto Geisel )
    1979 - 1985 - General João Baptista de Oliveira Figueiredo ( General Figueiredo )
    1985 - 1990 - José Sarney ( Sarney )
    1990 - 1992 - Fernando Afonso Collor de Melo ( Fernando Collor )
    1992 - 1995 - Itamar Augusto Cautiero Franco ( Itamar Franco )
    1995 - 2002 - Fernando Henrique Cardoso ( Fernando Henrique Cardoso - FHC )
    2003 - 2010 - Luiz Inácio Lula da Silva. ( Lula )
    2011 - - Dilma Vana Rousseff (Dilma Rousseff)

    Você sabia?

    - Na ausência do presidente do Brasil, o poder é assumido pelo Vice-presidente da República. Na ausência do vice, quem assume é o Presidente da Câmara dos Deputados. Na ausência deste último, quem assume o Presidente do Senado. E na ausência do Presidente do Senado, o poder é assumido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal.

    - Para concorrer ao cargo de Presidente da República do Brasil, o cidadão deve: ter 35 anos ou mais; nacionalidade brasileira; ter o pleno exercício dos direitos políticos; ter domicílio eleitoral no Brasil e ser filiado a um partido político regularizado.


    PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA 


    Conheça um pouquinho da história da Proclamação da República.
    Para você que já conhece acontecimentos de nossa história, vamos relembrar, vendo video, rever algumas imagens e listagem de Presidentes do Brasil por Período de Governo.
    No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.
    O Marechal Deodoro da Fonseca no dia 15 de novembro de 1889 proclamou a República do Brasil. O país então passou da monarquia do império do Brasil para o Regime Republicano. A proclamação da República foi no Rio de Janeiro, no Campo de Santana, Centro da Cidade, perto da moradia do Marechal Deodoro da Fonseca. Até hoje a data é comemorada em todo o Brasil com muito orgulho!
    Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o país seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.
    PRESIDENTES DO BRASIL
    Com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, o Brasil deixou de ser governado por um monarca para ser governado por um presidente da República, pois nosso país passou a ser uma República Federativa. Conheça abaixo a relação de todos os presidentes, desde o advento da República até os dias de hoje.
    LISTAGEM DE PRESIDENTES POR PERÍODO DE GOVERNO E, ENTRE PARÊNTESES, O NOME OU APELIDO PELO QUAL FICOU CONHECIDO:
    1. Manoel Deodoro da Fonseca (Marechal Deodoro da Fonseca) - eleito indiretamente – de 15/11/1889 a 23/11/1891. Vice – Floriano Vieira Peixoto. Manuel Deodoro da Fonseca (Nasceu na Cidade de Alagoas, em 5 de agosto de 1827 — Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1892) foi um militar e político brasileiroproclamador da República e primeiro presidente do BrasilObs.: Partido: Nenhum (Militar).
    2. Floriano Vieira Peixoto (Marechal Floriano Peixoto) - eleito indiretamente – de 23/11/1891 a 15/11/1894. Obs.: Partido: Nenhum (Militar).
    3. Prudente José de Morais e Barros (Pudente de Morais) – de 15/11/1894 a 15/11/1898. Vice – Manoel Victorino Pereira. Partido Republicano Federal PR Federal.
    4. Manuel Ferraz de Campos Salles (Campos Sales) – de 15/11/1898 a 15/11/1902. Vice – Francisco de Assis Rosa e Silva. Partido Republicano Paulista PRP.
    5. Francisco de Paula Rodrigues Alves (Francisco Alves) – de 15/11/1902 a 15/11/1906. Vice – Afonso Augusto Moreira Pena. Partido
    Republicano Paulista
     PRP.
    6. Afonso Augusto Moreira Pena (Afonso Penna) – de 15/11/1906 a 14/6/1909. Vice – Nilo Procópio Peçanha.Partido Republicano Mineiro PRM.
    7. Nilo Procópio Peçanha (Nilo Peçanha) – de 14/6/1909 a 15/11/1910. Partido Republicano Fluminense PRF
    8. Hermes Rodrigues da Fonseca (Marechal Hermes da Fonseca) – de 15/11/1910 a 15/11/1914. Vice – Venceslau Brás Pereira Gomes. Partido Republicano Conservador PRC.
    9. Venceslau Brás Pereira Gomes (Wenceslau Brás) – de 15/11/1914 a 15/11/1918. Vice – Urbano Santos da Costa Araújo. Partido Republicano Mineiro PRM.
    10. Rodrigo Alves - Não assumiu por ter falecido antes. Vise: Delfim Moreira. Partido Republicano Paulista PRP
    11. Delfim Moreira da Costa Ribeiro (Delfim Moreira) – de 15/11/1918 a 28/7/1919. Partido Republicano MineiroPRM
    12. Epitácio da Silva Pessoa (Epitácio Pessoa) – de 28/7/1919 a 15/11/1922. Vices – Delfim Moreira da Costa Ribeiro (até 1o/7/1920) e Francisco Álvaro Bueno de Paiva. Partido Republicano Mineiro PRM
    13. Artur da Silva Bernardes (Arthur Bernardes) – de 15/11/1922 a 15/11/1926. Vice – Estácio de Albuquerque Coimbra. Partido Republicano Mineiro PRM
    15. Washington Luís Pereira de Sousa (Washington Luís) – de 15/11/1926 a 24/10/1930. Vice – Fernando de Melo Vieira. Partido Republicano Paulista PRP
    16. Júlio Prestes (Não assumiu devido a Revolução de 1930). Partido Republicano Paulista PRP
    17. Junta Militar Governativa Provisóri – eleitos indiretamente -  de 24/10/1930 a 3/11/1930. Obs.: Partido: Nenhum (Militar)A Junta Governativa Provisória de 1930, também conhecida como Primeira Junta Militar, foi um triunvirato governamental composto por
    Assumiram o governo brasileiro, de 24 de outubro, dia em que Washington Luís foi deposto, a 3 de novembrode 1930, e o que seria seu sucessor Júlio Prestes foi impedido de tomar posse. Eles comandam o país por apenas 10 dias, até entregarem o poder a Getúlio Vargas, que obtinha apoio popular a partir da Aliança Libertadora. Getúlio Vargas assume (tomou posse)  no dia 3 de novembro de 1930, pondo fim à República Velhae a política do “café-com-leite”.
    18. Getúlio Dornelles Vargas (Getúlio Vargas)  eleito indiretamente - de 3/11/1930 a 29/10/1945. Partido Trabalhista Brasileiro – PTB.
    19. José Linhares – Interino - eleito indiretamente de 29/10/1945 a 31/1/1946. Obs.: Partido: Nenhum.
    20. Eurico Gaspar Dutra (Dutra) – de 31/1/1946 a 31/1/1951. Vice – Nereu de Oliveira Ramos. Partido Social Democrático – PSD.
    21. Getúlio Dornelles Vargas (Getúlio Vargas) – de 31/1/1951 a 24/8/1954. Vice – João Fernandes Campos Café Filho. Partido Trabalhista Brasileiro – PTB.
    22. João Fernandes Campos Café Filho (Café Filho) – de 24/8/1954 a 9/11/1955. Partido Social Progressista – PSP.
    23. Carlos Coimbra de Luz – interino - eleito indiretamente - de 9/11/1955 a 11/11/1955. Partido Social Democrático – PSD.
    24 - Nereu de Oliveira Ramos – interino - eleito indiretamente - de 11/11/1955 a 31/1/1956. Partido Social Democrático – PSD.
    25. Juscelino Kubitschek de Oliveira (Juscelino Kubitschek - JK ) – de 31/1/1956 a 31/1/1961. Vice – João Belchior Marques Goulart. Partido Social Democrático – PSD.
    26. Jânio da Silva Quadros (Jânio Quadros) – de 31/1/1961 a 25/8/1961. Vice – João Belchior Marques Goulart.Partido Trabalhista Nacional – PTN.
    27. Pascoal Ranieri Mazzilli – interino - eleito indiretamente -  de 25/8/1961 a 7/9/1961. Partido Social Democrático – PSD.
    28. João Belchior Marques Goulart (João Goulart - Jango) – de 7/9/1961 a 1o/4/1964. Partido Trabalhista Brasileiro – PTB.
    29. Pascoal Ranieri Mazzilli – de 1o/4/1964 a 15/4/1964. Partido Social Democrático – PSD.
    30. Humberto de Alencar Castello Branco (Marechal Castello Branco) – eleito indiretamente - de 15/4/1964 a 15/3/1967. Vice – José Maria Alkmin. Partido: Aliança Renovadora Nacional – ARENA.
    31. Arthur da Costa e Silva (marechal Costa e Silva) – eleito indiretamente - de 15/3/1967 a 31/8/1969. Vice – Pedro Aleixo. Partido: Aliança Renovadora Nacional – ARENA.
    32. Junta Militar (Junta Governista) – eleita indiretamente - de 31/8/1969 a 30/10/1969. Formada por Augusto Hamann Rademaker Grünewald (ministro da Marinha), Aurélio de Lira Tavares (Exército) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).
    33. Emílio Garrastazu Médici (General Médici) – eleito indiretamente - de 30/10/1969 a 15/3/1974. Vice – Augusto Hamann Rademaker Grünewald. Partido: Aliança Renovadora Nacional – ARENA.
    34. Ernesto Geisel (General Ernesto Geisel) – eleito indiretamente - de 15/3/1974 a 15/3/1979. Vice – Adalberto Pereira dos Santos. Partido: Aliança Renovadora Nacional – ARENA.
    35. João Baptista de Oliveira Figueiredo (General Figueiredo)  – eleito indiretamente  - de 15/3/1979 a 15/3/1985. Vice – Antônio Aureliano Chaves de Mendonça. Partido Democrático Social - PDS.
    36. Tancredo de Almeida Neves (Tancredo Neves) - eleito indiretamente- (Não assumiu por ter falecido antes).Vice – José Sarney. Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB.
    37. José Sarney (Sarney) - eleito indiretamente (nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa) – de 15/3/1985 a 15/3/1990 (até 22/4/1985 como interino). Com a morte do presidente eleito Tancredo de Almeida Neves, assume o cargo definitivamente. Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB.
    38. Fernando Afonso Collor de Mello (Fernando Collor) – de 15/3/1990 a 2/10/1992. Vice – Itamar Augusto Cautiero Franco. Partido da Reconstrução Nacional – PRN.
    39. Itamar Augusto Cautiero Franco – de 2/10/1992 a 1o/1/1995. Interino durante o processo de impeachment de Collor. Com a renúncia, em 29/12/1992, assume o cargo definitivamente. Partido da Reconstrução Nacional – PRN.
    40. Fernando Henrique Cardoso (Itramar Franco) – de 1o/1/1995 a 1o/1/1999. Vice – Marco Antônio de Oliveira Maciel. Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB.  Novamente – de 1o/1/1999 a 1o/1/2003, quando toma posse de seu segundo mandato. Vice – Marco Antônio de Oliveira Maciel. Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB.
    41. Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) – eleito para o período de 1o/1/2003 a 1o/1/2007 e reeleito para o períodode 1º/1/2007 a 1º/1/2010. Vice – José Alencar Gomes da Silva.
    42. Dilma Rousseff (Dilma) - 1 de janeiro de 2011 / em exercício. Vice – Michel Temer
    Algumas curiosidades sobre os presidentes eleitos.
    §  O primeiro presidente do Brasil eleito por eleições diretas e pelo voto popular foi Prudente de Morais, eleito presidente da república em 1 de março de 1894.
    §  Morreram quando exerciam o cargo de presidente: Afonso Pena, Getúlio Vargas e Costa e Silva.
    §  Luiz Inácio Lula da Silva é o recordista de candidaturas à presidência. Disputou cinco vezes seguidas a presidência, quebrando o recorde que pertencia a Rui Barbosa.
    §  Foram depostos quatro presidentes: Washington Luís em 1930, Getúlio Vargas em 1945 (e que formalmente renunciou à presidência),Carlos Luz em 1955, e João Goulart em 1964.
    §  Em 1955, Café Filho licenciou-se da presidência, por problemas médicos, e foi impedido de voltar ao cargo.
    §  Foram eleitos e não tomaram posse Rodrigues Alves que morreu de gripe espanhola, Júlio Prestes, por causa da revolução de 1930, e Tancredo Neves, por motivo de doença e morte. Júlio Prestes foi o único político eleito presidente da república, pelo voto popular, que foi impedido de tomar posse.
    §  Renunciaram os presidentes Deodoro da Fonseca em 1891, Getúlio Vargas em 1945, Jânio Quadros em 1961, e Fernando Collor em 1992, (antes de ter tido cassado seus direitos políticos por oito anos pelo Senado Federal).
    §  O presidente que governou por mais tempo foi Getúlio Vargas, tendo permanecido no cargo por dezoito anos, e, o presidente que governou menos tempo foi Carlos Luz, apenas quatro dias.
    §  O único presidente que saiu motivado por processo impeachment foi Fernando Collor de Melo. Mesmo tendo renunciado, Collor teve seus direitos políticos cassados por oito anos, pelo Senado Federal.
    §  O presidente mais jovem a assumir o cargo foi Fernando Collor, aos 40 anos, em 1990. O presidente mais idoso foi Getúlio Vargas, que tomou posse aos 68 anos, em 1951. Tancredo Neves foi eleito aos 75 anos, sendo o mais idoso a ser eleito presidente, e Rodrigues Alves foi eleito, aos 70 anos, mas ambos morreram antes de tomar posse.

    12 bandeiras históricas brasileiras

    O Brasil já teve 12 bandeiras diferentes, sem contar a nossa atual bandeira. A maior parte foram bandeiras portuguesas que foram hasteadas no Brasil desde a época de Pedro Álvares Cabral. Estas bandeiras foram mudando de acordo com a mudança na política portuguesa. Como o Brasil foi colônia de Portugal até 1822, estas bandeiras valem também o nosso território. Se contarem apenas as bandeiras criadas após a independência, são três no total. Conheça 12 bandeiras históricas brasileiras.
    Esta lista foi extraída e adaptada do Brasil República. As imagens foram extraídas do site Bandeiras, que vende bandeiras históricas brasileiras.

    Ordem de Cristo

    Bandeira da Ordem de Cristo
    A primeira bandeira hasteada em solo brasileiro foi a da Ordem de Cristo. A Ordem de Cristo era uma associação rica e poderosa, que patrocinou as grandes navegações portuguesas. A cruz de Cristo estava pintada nas velas da frota de Pedro Álvares Cabral e o estandarte da Ordem esteve presente no descobrimento de nossa terra, participando das duas primeiras missas.

    Bandeira Real

    Bandeira Real
    Bandeira Real vigorou de 1500 a 1521. A bandeira do Primeiro Reino de Portugal, também usada nos barcos da esquadra de Pedro Álvares Cabral, participou de todos os acontecimentos importantes havidos em nossa terra até 1521. Embora fosse a oficial, essa bandeira cedia espaço para a da Ordem Militar de Cristo, sendo usada nas expedições no mar e nas embarcações. Foi a primeira vez que apareceu o escudo de Portugal.

    Bandeira de D. João III

    Bandeira de Dom João III
    Bandeira de D. João III vigorou de 1521 a 1616, aproximadamente. Era a bandeira de Portugal usada durante o reinado de Dom João III, o “Colonizador”. Tomou parte em importantes fatos de nossa história, como as expedições exploradoras e colonizadoras, a instituição do Governo Geral na Bahia em 1549 e a posterior divisão do Brasil em dois Governos, um com sede no Norte e outro com sede no Sul.

    Bandeira do Domínio Espanhol

    Bandeira do Domínio Espanhol
    Bandeira do Domínio Espanhol vigorou de 1616 a 1640. Foi a bandeira portuguesa usada na ocupação espanhola. Foi criada por Felipe II, rei da Espanha, em 1616. Deveria ser hasteada em Portugal, enquanto nas colônias ainda vigorava a Bandeira de D. João III. Esta bandeira assistiu às invasões holandesas no Nordeste e ao início da expansão bandeirante, propiciada, em parte, pela União Ibérica.

    Bandeira da Restauração

    Bandeira da Restauração
    Bandeira da Restauração vigorou de 1640 a 1683. Também conhecida como “Bandeira de D. João IV”, foi instituída logo após o fim do domínio espanhol. A ideia era caracterizar o ressurgimento do Reino Lusitano sob a Casa de Bragança. O fato mais importante que presidiu foi a expulsão dos holandeses do território brasileiro. A orla azul alia, à ideia de pátria, o culto de Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser a Padroeira de Portugal, no ano de 1646.

    Bandeira do Principado do Brasil

    Bandeira do Principado do Brasil
    Bandeira do Principado do Brasil vigorou de 1645 a 1816. Esta foi a primeira bandeira criada especialmente para o Brasil. D João IV conferiu a seu filho Teodósio o título de “Príncipe do Brasil”. Mesmo assim, não devemos ver essa bandeira como sendo a primeira bandeira de nossa nacionalidade, pois, não éramos uma nação soberana. Ela foi criada devido ao título recebido pelo filho do rei e não como representação de nossa nação.

    Bandeira de D. Pedro II, de Portugal

    Bandeira de Dom Pedro II, de Portugal
    Bandeira de D. Pedro II, de Portugal vigorou de 1683 a 1706. Essa bandeira possui o escudo real encimado pela coroa real fechada, mas com uma nova forma. Esta bandeira foi usada no auge das expedições dos bandeirantes. É interessante atentar para a inclusão do campo em verde (retângulo), que voltaria a surgir na Bandeira Imperial e foi conservado na bandeira atual, adotada pela República.

    Bandeira Real do Século XVII

    Bandeira Real do Século XVII
    Bandeira Real do Século XVII vigorou entre 1600 e 1700. Ela foi usada como símbolo oficial do Reino, ao lado de outros três pavilhões já citados: a Bandeira da Restauração, a do Principado do Brasil e a Bandeira de D. Pedro II, de Portugal.

    Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve

    Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
    Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve vigorou de 1816 a 1821. Após a vinda da família real para o Brasil em 1808, o Brasil passou por várias transformações, e entre elas, a elevação a Reino Unido. Criado em 1815, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve só ganhou uma bandeira em 13 de maio de 1816. O Brasil está representando nessa bandeira pela esfera de ouro, em campo azul.

    Bandeira do Regime Constitucional

    Bandeira do Regime Constitucional
    Bandeira do Regime Constitucional vigorou de 1821 e 1822. A Revolução do Porto, de 1820, fez prevalecer em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional, cujo pavilhão foi criado em 21 de agosto de 1821. É nesse contexto, que as Cortes (parlamento português) criaram esta nova bandeira. Foi a última bandeira lusitana a tremular no Brasil.

    Bandeira Imperial do Brasil

    Bandeira Imperial do Brasil
    Bandeira Imperial do Brasil vigorou de 1822 a 1889. Criada por um decreto de 18 de setembro de 1822, logo após a independência do Brasil, esta bandeira era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. O autor desta bandeira foi o pintor Jean Baptiste Debret, com colaboração de José Bonifácio de Andrada e Silva. As estrelas representavam as províncias brasileiras.

    Bandeira Provisória da República

    Bandeira Provisória da República
    Bandeira Provisória da República vigorou de 15 a 19 de novembro de 1889. Esta bandeira foi criada provisoriamente, como substituição à bandeira imperial, assim que foi proclamada a república, em 15 de novembro. A bandeira republicana, que copiava a norte-americana, teve uma vida curtíssima: apenas quatro dias. Foi hasteada na redação do jornal “A Cidade do Rio”, após a proclamação da República, e no navio “Alagoas”, que conduziu a família imperial ao exílio.

    Bônus: Bandeira Nacional

    Bandeira Nacional
    Bandeira Nacional está em vigor desde 19 de novembro de 1889. Por este motivo, a data é comemorada com o o Dia da Bandeira. A atual bandeira nacional foi projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares. No lugar da coroa imperial, eles colocaram a esfera azul-celeste e a frase “Ordem e Progresso”, escrita em verde, lema positivista do século XIX.